Uma leve correlação entre a Lei Constructal e a Agilidade

Após ler sobre a Lei Constructal, que foi formulada em 1996 pelo professor da Universidade de Duke, Adrian Bejan, involuntariamente, veio-me à cabeça o ambiente atual de muitas empresas, que estão na obsessão sem propósito formulado da transformação ágil.

Bejan diz na Lei (alguns argumentam que é uma teoria e não uma lei) que todo processo em movimento, seja de um ser vivo, como uma planta, ou algo mais intangível ou inanimado, como uma rota migratória ou a comunicação entre computadores, avança rumo a uma maior eficácia.

Bejan também diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para se tornarem melhores. Assim, segundo a Lei Constructal, a tendência é sempre a uma fluidez mais fácil e, com o tempo, os fluxos se tornam maiores. Por conseguinte, quanto maiores os fluxos, mais inerentemente eficazes eles se tornam.

A partir de um ponto de vista sistêmico, é possível trazer a Lei Constructual para o nosso dia-a-dia, se uma dinâmica se torna mais eficaz quanto mais fluida e livre for, quanto menos prescritivos forem os métodos ou metodologias usadas, mais eficazes as empresas serão. Porém, quando falamos sobre uma dinâmica fluida, não adianta as empresas apenas resolverem trabalhar com métodos poucos prescritivos, se a própria empresa tem políticas e burocracias onde aumentam consideravelmente a prescrição da organização.

O autor da lei também diz que quanto mais livres, flexíveis e dinâmicos nos tornamos, mais eficazes somos. Talvez Steve Jobs conhecesse essa maneira de se tornar mais eficaz e expôs isso na celebre frase: “Não faz sentido contratar pessoas inteligentes e dizer a elas o que fazer”

Referência: http://www.bbc.com/portuguese/geral-44062700

Fonte da Imagem: https://artesdotao.files.wordpress.com/2014/06/rio-amazonas.png

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: